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A vida pessoal de Einstein
A mãe, Pauline, era uma talentosa pianista, e Albert herdou dela o gosto por música clássica: aprendeu a tocar violino, seu intrumento predileto e o qual estudou dos seis aos treze anos, e gostava de improvisar no piano, que aprendeu a tocar sozinho. Hermann era um homem muito bondoso e calmo, contudo um negociante mal sucedido. À noite costumava ler em voz alta Schiller e Heine para a família (Heine seria sempre um dos autores prediletos de Albert). Os pais eram judeus não-praticantes, e a relação entre eles era muito harmoniosa. Sua irmã, Maria, a quem Albert chamava Maja, nasceu no dia 18 de novembro de 1881; ela foi a mais próxima amiga de Albert durante toda sua infância e em 1924 escreveu uma biografia dele repleta de histórias deste período.
Logo nos primeiros anos do pequeno Albert, os pais observavam que era uma criança tímida, que não se interessava pela companhia de outras crianças da mesma idade, preferindo brincar com sua irmãzinha, ou construindo castelos de cartas; gostava de jogos que exigissem paciência. Por toda sua vida, Einstein manteve uma lembrança muito nítida da sua infância, talvez porque tenha sido uma criança solitária e introspectiva.
Aos seis anos, entrou na escola pública, a Volksschule. Ainda era uma criança quieta, geralmente mantinha-se distante dos colegas. Aos dez anos, Albert entrou para o Luitpold Gymnasium, uma respeitada instituição, onde permaneceria até os quinze anos. Desprezava o autoritarismo dos professores.
Por volta dos onze anos, Einstein entrou em uma intensa porém breve fase religiosa, durante a qual observava rigorosamente as leis judaicas referentes à dieta, lia avidamente a Bíblia, e compôs pequenos hinos religiosos. Contudo, desiludiu-se com sua fé, como um resultado de sua crescente consciência científica. Com a idade de treze anos, já lhe desagradava a religião organizada e todas as formas de instrução dogmática.
“Aos doze anos de idade, experimentei uma segunda sensação de assombro, de natureza inteiramente diversa. Deveu-se a um livrinho de geometria euclidiana plana, que me veio às mãos no começo de um ano letivo. Ali figuravam asserções como, por exemplo, as referentes às intersecções das três alturas de um triângulo em determinado ponto, que – embora de modo algum evidentes – podiam ser demonstradas com tal segurança que se colocavam para além de qualquer dúvida. Essa clareza e certeza causaram-me uma sensação indescritível. E não me perturbou o fato de o axioma ter de ser aceito sem prova. Bastava-me poder construir demonstrações a partir de proposições cuja validade não parecia discutível. Lembro que um tio me falou do teorema de Pitágoras, antes que o sagrado livrinho me caísse nas mãos. Depois de muito esforço, consegui “demonstrar” o teorema com base na similaridade de triângulos; ao fazê-lo, pareceu-me “evidente” que as relações entre os lados dos triângulos retângulos estavam completamente determinadas por um dos ângulos agudos. Em 1895, os negócios de Hermann fracassaram e a família mudou-se para Milão. Decidiu-se porém que Einstein ficaria na Alemanha, para terminar seus estudos. Certo dia, este foi chamado pelo professor, no Gymnasium, que lhe disse ser desejável que ele deixasse a escola. Tendo abandonado então a escola secundária, Albert juntou-se aos pais em Milão. Um ano mais tarde, entrou para o Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, cujo objetivo era o de formar professores. Portanto Einstein preparava-se não para ser um físico, mas um professor de física. Leu o livro de Mach sobre mecânica (que teve sobre ele profunda influência), estudou os trabalhos de Lorentz e Boltzmann. Anos mais tarde, comentou sobre esta época: “A dificuldade estava no fato de que era preciso armazenar tudo na cabeça, para os exames, fosse ou não do nosso agrado. Essa obrigação tinha tal efeito paralisador sobre mim que, depois de vencido o exame final, pareceu-me desagradável, durante todo um ano, o exame de qualquer problema científico. (...) É, em verdade, quase um milagre não haverem ainda os modernos métodos de ensino estrangulado a sagrada curiosidade de investigação. É erro seríssimo pensar que o prazer de indagar e pesquisar possa ser despertado por coerção e apelo ao sentimento de dever.”
Em dezembro de 1900 graduou-se, e no ano seguinte foi admitido como professor em caráter temporário, mas perdeu o emprego após uns poucos meses. Em seguida começou a dar aulas em uma escola interna, mas esse trabalho também durou pouco, pois Einstein convenceu os alunos de que vinham recebendo uma educação asfixiante. Essa foi uma época de preocupações e desilusão para ele. Apesar de ter agora grau acadêmico, passou vários meses enviando currículos e comparecendo a entrevistas, sem resultado.
Finalmente, em junho de 1902, a situação começou a melhorar, quando, com a indicação de seu amigo Marcel Grossman, Einstein foi contratado pelo Escritório de Patentes de Berna. Em 1903, casava-se com Mileva Maric, que fora sua colega no Instituto de Zurique, e com quem tivera então dois filhos, Hans Albert, nascido em 1904, e Eduard, nascido em 1910. Em 1903 e 1904 Einstein escreveu artigos sobre os fundamentos da mecânica estatística. Neste período, publicou importantes trabalhos que começavam a atrair atenção e o respeito da comunidade científica. Porém o ano de 1905 foi especialmente produtivo em sua carreira( ...)
À época que publicava estes trabalhos, é necessário lembrar, Albert trabalhava ainda no Escritório de Patentes de Berna. Não mantinha contato com nenhum físico profissional, não tinha acesso às publicações dos pesquisadores seus contemporâneos e não recebia estímulo algum. Em 1909, foi admitido como professor na Universidade de Zurique, e dois anos depois transferiu-se para a Universidade de Praga voltando a Zurique em 1912. Foi então visitado por Planck e Nernst, que ofereceram-lhe o cargo de diretor no Karl Wilhelm Institut, em Berlim. Mudou-se então com a família para lá, e pouco depois começava a Primeira Guerra. Ainda em 1914, Einstein e Mileva separaram-se, retornando ela a Zurique com os dois filhos.
De volta a Alemanha, Albert reencontrou vários familiares. Foi morar mais tarde com um tio, e desta forma passou a conviver com sua prima Elsa, com quem se casaria em 1919 e que, de acordo com o relato do biógrafo de Einstein, Phillip Frank, era “mulher de temperamento afetivo, maternal, apreciadora de conversas deleitosas e interessada em criar ambiente amigável”.
Ao tempo destes acontecimentos, toda a comunidade científica já reconhecia o valor da obra de Einstein e também sua vida pessoal era, agora, bem melhor que na época em que trabalhava no Escritório de Patentes.Equação de Torricelli
A equação de Torriceli é mais uma que pode ser usada para determinar muitos aspectos importantes do movimento de um corpo, contanto que ele esteja em MUV.
Veja como ela é e o que cada termo representa.
![]() |
v à velocidade final |
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vo à velocidade inicial | |
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a à aceleração | |
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ΔS à variação do espaço (S - So) |
Se você reparar, o tempo não entra nesta equação, e é por isso que ela é útil. Se você estiver resolvendo um problema, e nele não for dado o tempo, muito provavelmente a melhor saída será usar a equação de Torricelli.
De onde saiu esta equação ?
Na resolução de problemas envolvendo o movimento uniformemente variado (MUV) podemos usar duas equações, a função horária do espaço e a função horária da velocidade.
![]() |
![]() |
| função horária do espaço | função horária da velocidade |
A equação de Torricelli aparece quando isolamos o tempo na função horária da velocidade e o substituímos na função horária do espaço. Na verdade podemos dizer que juntando as duas equações acima obteremos Torricelli.
Isso significa que você pode responder qualquer exercício de MUV sem Torricelli. Basta você usar uma das equações acima e depois substituir o valor encontrado na outra. O que a equação de Torricelli faz é encurtar o caminho, servindo como um atalho. Basta usá-la uma vez e pronto.
Bianca...